quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Amigo da onça

Dia desses estive acompanhando meu marido na festa de fim de ano do trabalho dele. Ele trabalha num estabelecimento familiar (pai, mãe e dois filhos) que conta com funcionários e com prestadores de serviço, que é o caso do meu marido.
Esse foi o terceiro ano que participei dessa confraternização. E tem o danado do "amigo secreto" (eu faria um post à parte só pra falar dele, mas hoje não) e também aquele "amigo da onça", no qual são dados presentes um tanto inusitados. Bem, como eles tem bastante intimidade entre si, os presentes do "amigo da onça" e o discurso que eles fazem para que os demais adivinhem que é geralmente reforça bastante alguma característica do "amigo", e eles são bem sinceros nas descrições. A funcionária que é medrosa e se assusta com qualquer coisa. A mãe (dona) que é nojenta e está sempre com cara de c*. A filha que é chata. O filho que não consegue ser pontual nem acordar cedo. Sendo assim, faz no mínimo 3 anos que a funcionária ganha uma cobra de plástico, a mãe ganha alguma coisa bem nojenta, a filha ganha máscara de sorrisos e o filho ganha despertadores...
Gostaria que o problema fosse apenas falta de criatividade dos participantes. Mas não. Fiquei pensando em como os anos passam e as pessoas não mudam, mesmo que seja dito na cara delas seus defeitos. Será que o ser humano tem uma certa dificuldade em enxergar seus próprios defeitos? Ou enxergamos mas, simplesmente, não conseguimos consertá-los?
Isso me fez lembrar de uma reflexão que uma amiga escreveu certa vez. Quando somos perguntados: "qual seu maior defeito?", geralmente dizemos "sou muito perfeccionista", "me cobro demais", "não sei dizer não", "sou muito sincero". Isso são defeitos??? Difícil mesmo é alguém responder: "sou chato", "sou implicante", "sou mesquinho", "sou rancoroso", "não sou pontual", "sou invejoso"...

PS: Eu, Juliana, sou ciumenta, guardo mágoa, sou teimosa e bem chata. Também pego birra das pessoas. Amém.